CONSULTORA DE RH – CAPITAL HUMANO

FORMADORA DE COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

BUSINESS E LIFE COACH

“Ajudo as pessoas a colorir pensamentos”

Identifico-me como uma pessoa dinâmica, criativa, fascinada pelo comportamento humano, apaixonada pela vida, pela procura da felicidade, bem-estar e realização pessoal e profissional.

Com uma visão aberta e criativa identifico, avalio e desenvolvo o talento e as competências individuais, de equipa e das organizações, para que se tornem mais conscientes,eficientes e felizes, atingindo os resultados desejados e realizando-se plenamente na vida pessoal e profissional.

O meu propósito é facilitar mudanças positivas e duradouras.

‎"Se um dia tiver que escolher entre o Mundo e o Amor, lembre-se: Se escolher o Mundo ficará sem Amor, mas se você escolher o Amor, com ele conquistará o Mundo" - Albert Einstein

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A Lua e o Sol

porque é que o sol e a lua nunca se encontram?
É uma longa história...
há muito tempo atrás, estava o sol a banhar-se no mar quando, de repente, vê um vulto branco, envolto numa luz de brilho ténue. Quanto mais o sol tentava olhar para aquela imagem mais vontade tinha de se aproximar para perceber quem era. Quando finalmente alcançou aquela que viria a ser a sua amada, perguntou:
- quem és tu, esfera branca de olhar tão meigo?
Sou a Lua, respondeu.
Ah, já tinha ouvido falar em ti... parece que raramente nos cruzamos. Costumas andar por estas bandas?
Sim, ando sempre por aqui, e tu? Vejo-te muitas vezes ao longe e confesso que...
neste momento, a Lua afasta-se e parece magoada. Um raio de sol magoado o seu corpo redondo, o que a fez fugir do Sol.
Este, intrigado, fica impaciente e preocupado com a sua mais recente conhecida. Sente que este encontro foi muito forte e receia não voltar a vê-la.
Acontece que no dia seguinte, um pouco mais tarde do que o habitual, o Sol olha de novo, durante o seu banho de mar e, ali está ela! Linda como no dia anterior ou até mais bela ainda. Com o coração palpitante, olha atentamente e acena-lhe, como quem quer puxar conversa. A Lua sorri-lhe e mostra-lhe o seu curativo, começando a afastar-se lentamente.
Lua! Lua! Não te vás embora, quero falar contigo. Não poderemos ser amigos?
Oh, sim, caro Sol, mas ontem percebi o porquê de sempre me terem prevenido que a tua companhia poderia ser perigosa... desculpa, não queria ofender-te mas, és demasiado quente para mim... oh, desculpa-me!
Não peças desculpa. Eu sei que é verdade. Eu é que não devia ter-me aproximado de ti... sabes, tenho vivido aqui sozinho desde que me separei da minha família. Todos eles ficaram lá longe e eu vim parar aqui, demasiado perto da terra, onde todos me adoram mas ninguém me alcança. Dizem até que começo a ficar perigoso para eles...
oh, pobre Sol. Como é que isso foi acontecer?
Foi uma grande explosão, é tudo o que sei. As minhas irmãs estão em toda a parte mas eu raramente as vejo porque a minha luz não mo permite. Onde eu estiver elas estarão escondidas. Mas sei que me encontraram, apenas não podem vir buscar-me porque sou imprescindível na Terra. Sem mim, todos morreriam. E eu, apesar de aqui tão só, sinto-me um pouco como pai dos terrestres, da sua Natureza.
Oh, Sol, és tão belo no teu coração! Como eu gostaria de ser assim importante na vida de alguém...
Talvez já o sejas mesmo sem saber... - o sol corou e desapareceu no horizonte.
Durante vários dias se encontraram e o Sol sempre a pensar na sua amada Lua e na fragilidade dela. Sabia que apenas se poderiam encontrar ao longe e em hora incerta, porque aquela menina era imprevisível! Como não tinha a importância do Sol, podia passar o tempo sem fazer nada, rebolando pelo ar.
De vez em quando lá tentavam aproximar-se mais um bocadito mas, resultava sempre em sofrimento para a Lua. Tinham que amar-se à distância.
Um dia, depois de perceber que a Terra girava em torno de si e que do lado oposto era sempre noite, o Sol teve uma ideia...
Sabes, estive a pensar em ti, em nós. Começo a ficar preocupado com essa tua vida de procura de algo que te faça sentir verdadeiramente feliz. Além disso, nunca sei quando volto a ver-te, a que horas apareces e de onde virás. Fico um pouco confuso.
Diz Sol quentinho do meu coração, o que pensaste tu? 
Bom, eu pensei que lá na Terra, segundo me disseram, todos ficam tristes quando eu desapareço e acontece algo a que chamam noite... dizem que tudo fica escuro, sem brilho. Pensei que talvez pudesses... - o Sol faz uma pausa e começa a corar, devagarinho.
Diz, diz! Não vês que vais começar a desaparecer?
Bom, porque é que tu não te pões no lado oposto da Terra e te deixas iluminar pelo meu amor, brilhando nas noites dos que lá vivem?
O Sol põe-se sobre o mar, corado como sempre em dias de Verão, sem obter resposta da sua amada.
A Lua, por sua vez, ficou saltitante de alegria com o gesto do seu amado, entusiasmada com a possibilidade de fazer parte da vida de alguém. No entanto, enquanto saltitava, percebeu que esse era o tipo de coisas que teria que deixar de fazer, já que ao ter um lugar na vida dos outros, teria que permanecer quieta, no mesmo sítio...
eu, sempre parada no mesmo sítio? E as minhas voltinhas sem rumo? O que vai ser de mim? Tenho que dizer ao Sol que talvez me vá embora. Preciso de liberdade.
No encontro seguinte, a Lua estava decidida a despedir-se do Sol e, cheia de coragem, aproximou-se dele para o abraçar uma última vez. BLOOOM!!!....
o calor do Sol voltou a feri-la e ela afastou-se rapidamente, com mais uma ferida visível. Mais uma cicatriz. O Sol ficou sem saber o que fazer e ao mesmo tempo pensativo, pois seria aquela a sua forma de dizer sim??
oh, meu querido, como eu gostava de estar perto de ti! Lamento, mas não poderei voltar aqui. Desculpa se te desiludi. Este era o meu abraço de despedida.
Mas....
a Lua afastou-se sem que o Sol tivesse tempo de perguntar fosse o que fosse.
O Sol ficou desesperado. Sofreu dias e dias, sonhando com noites brilhantes iluminadas pela sua amada.
Por sua vez, a Lua começou por sentir a sua liberdade como um prazer para, algum tempo depois achar que estava presa a uma saudade infinita. Infinito era também o seu amor. De que lhe servia a liberdade se não era importante na vida de ninguém? Para onde iria ela? Rapidamente descobriu que o seu lugar era perto do Sol, ainda que com a Terra entre os dois. Sem avisar, apareceu na noite, colocando-se o mais perto possível da luz e do calor do seu amado...
o Sol apercebeu-se disso e ficou verdadeiramente feliz, redondo de alegria! Aqueceu o mais que pôde a Terra onde era dia e isso notou-se onde era noite. A Lua estava finalmente a iluminar a escuridão e toda a terra aplaudiu de alegria.
O Sol e a Lua nunca mais se encontraram mas ambos sabiam que o seu amor era infinito.
Com os raios do Sol distantes, a Lua emanava uma luz que parecia ser sua. Com a alegria, o Sol aquecia a Terra e iluminava os dias.


"Quando o Sol e a Lua 
se encontraram 
pela primeira vez 
eles apaixonaram-se perdidamente 
e a partir dai 
comecaram a viver um grande amor. 

Acontece que o mundo ainda nao existia 
e no dia em que Deus resolveu cria-lo 
deu ao Sol e a Lua o toque final: O BRILHO! 

Ficou tambem decidido 
que o Sol iluminaria o dia 
e que a Lua iluminaria a noite. 
Sendo assim, o Sol e a Lua 
seriam obrigados a viverem 
separados para sempre. 
Abateu-se sobre eles 
uma grande tristeza 
quando tomaram conhecimento 
de que nunca mais se encontrariam. 

A Lua foi ficando cada vez mais amargurada 
mesmo com o brilho que Deus lhe havia dado 
tornando-se cada vez mais solitária. 
O Sol, por sua vez havia ganho um titulo 
de nobreza, o de "Astro-Rei", mas isso 
tambem nao o fez feliz. 

Deus entao chamou-os e explicou-lhes: 
"Voces nao devem ficar tristes, porque agora 
ambos possuem um brilho proprio". 
"Tu Lua, iluminaras as noites frias e quentes 
encantaras os namorados, e seras diversas vezes 
motivo de poesias". 
"Quanto a ti Sol, sustentaras o titulo de "Astro-Rei" 
porque seras o mais importante dos astros 
iluminando a terra durante o dia e fornecendo calor 
para o ser humano. E a tua simples presenca 
fara com que as pessoas sejam mais felizes". 

A Lua entristeceu-se muito com o seu terrivel destino 
e chorou dias a fio... Ja o Sol ao ve-la sofrer tanto 
decidiu que nao poderia deixar-se abater, pois teria 
que dar forcas a Lua, e ajuda-la a aceitar o que havia 
sido decidido por Deus. 

No entanto a preocupacao do Sol era tao grande 
que este resolveu fazer um pedido a Deus. 
"Senhor, ajude a Lua por favor. Ela e mais fragil do 
que eu e nao suportara a solidao ...". 

E Deus na sua imensa bondade 
resolveu criar as estrelas para fazerem 
companhia a Lua. 
A Lua sempre que esta muito triste 
recorre as estrelas que tudo fazem 
para a consolar, mas quase nunca conseguem ... 

Hoje Sol e Lua vivem assim ... SEPARADOS. 
O Sol finge que e feliz... 
A Lua nao consegue esconder a sua tristeza ... 
O Sol ainda arde de paixao pela Lua ... 
A Lua ainda vive na escuridao da saudade ... 

Dizem que a ordem de Deus era que a Lua 
deveria ser sempre cheia e luminosa ... 
Mas ela nao consegue isso ... Porque ela e 
mulher, e uma mulher tem fases ... 
Quando feliz consegue ser cheia ... 
Mas quando infeliz e minguante e quanto e minguante 
nem sequer e possivel ver o seu brilho. 

Sol e Lua seguem o seu destino ... 
Ele solitario mas forte ... 
Ela fraca acompanhada pelas estrelas ... 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

COMPLEXIDADE EMOCIONAL


Sistema Límbico
PERTURBAÇÕES EMOCIONAIS

Muito raramente se fala ou escreve sobre patologias emocionais, excepção feita aos estados depressivos (de que existem diversos tipos), à ansiedade crónica (geralmente um traço de personalidade), aos alarmantes ataques de pânico e às incapacitantes fobias.Agora gostaria de referir o facto de que alguns problemas mentais serem, efectivamente, patologias de foro afectivo/emocional. Espero com este tópico aguçar o "apetite" para o tema das emoções e, em particular, para o seu Código.

Descrevo sumariamente a seguir algumas perturbações de foro emocional que são já problemas de natureza psiquiátrica.

ALEXITIMIA: as pessoas que sofrem deste problema têm muita dificuldade em discernir sobre as suas próprias emoções e descrever os sentimentos. Pode ser induzida por abuso de drogas, stress pós-traumático, problemas vasculares estando presente no autismo e na esquizofrenia.

ANEDONIA: incapacidade total ou parcial de obter e sentir prazer no dia-a-dia, geralmente associada à APATIA (ver adiante). Presente nos estados depressivos.

APAGAMENTO EMOCIONAL: não há expressão das emoções; a pessoa não transmite qualquer estado emocional visível no rosto, no olhar, na boca (ausência de expressão).

APATIA: geralmente é uma situação decorrente da depressão. O humor está muito diminuído e há falta de interesse, motivação e desejo. Incapacidade de sentir afectos. Certas doenças mentais podem provocar esta situação.

EMBOTAMENTO EMOCIONAL: neste caso significa que a pessoa não sente normalmente as emoções; estas parecem apagadas no que se refere à intensidade e, por isso, quase não se percebe o que ela realmente sente. Aparece na demência, em certas lesões cerebrais e nos doentes psicóticos.

DISFORIA: diferente da ansiedade, a disforia é um estado de humor desagradável e negativo que inclui desconforto emocional e intranquilidade.

EUFORIA: humor de sinal positivo, elevado, contentamento que pode ser extremo. Pode ser uma "alegria patológica", já com carácter preocupante e a necessitar de ajuda psiquiátrica.

HUMOR ANSIOSO: sensação de apreensão, tensão interior, que pode exprimir-se através de palpitações, náuseas, sudação e outras alterações fisiológicas.

HUMOR DEPRIMIDO: equivale a um estado de tristeza e disforia (ver atrás).

NEOTIMIA: problema decorrente de psicose que envolve sentimentos e estados afectivos inteiramente novos, estranhos e até bizarros para o doente.

PUERILIDADE: vida afectiva superficial, nenhum afecto profundo, a pessoa ri ou chora por motivos banais.

RESTRIÇÃO EMOCIONAL: sucede nos casos da pessoa com dificuldade em sentir certas emoções. Pode ser temporário ou indicar alguma perturbação afectiva.

Nelson S Lima
Universidade do Futuro

Faça do espelho o seu terapeuta

Louise Hay - O Poder do Pensamento.avi

Apresentação CD Poder Interior e Auto estima, Vera Faria Leal

"ACORDAR" - Hino da ação "Zero Desperdício"

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fotos de André Cunha

‎"O PONTO NEGRO" - vale a pena ler...

Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago.
Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.

O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:

- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.

Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:


- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco.
Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.
Assim acontece em nossas vidas.
Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.
A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.
Temos motivos para comemorar sempre!
A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.
Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

Pense nisso!
Tire os olhos dos pontos negros de sua vida.
Tranquilize-se e seja ... FELIZ!"

Lado esquerdo:

“Eu sou hemisfério esquerdo. Eu sou um cientista. Um matemático. Eu amo o que reconheço. Eu classifico. Eu sou exato. Linear. Analítico. Estrategista. Sou prático. Sempre no controle. Um mestre das palavras e linguagem. Realista. Eu calculo equações e brinco com números. Eu sou a ordem. Eu sou lógico. Eu sei exatamente quem eu sou.”

E do outro lado:
“Eu sou hemisfério direito. Sou a criatividade. Um espírito livre. Sou paixão. Sou saudade. Sensualidade. Eu sou o som de gargalhadas. Eu sou o gosto. A sensação da areia nos pés descalços. Sou movimento. Cores vivas. Sou o anseio de pintar a tela em branco. Sou a imaginação sem limites. Arte. Poesia. Eu percebo. Eu sinto. Eu sou tudo o que eu queria ser.”
ÀS VEZES, EM SONHO TRISTE

Às vezes, em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um país
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz.
Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.
O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse país por onde erra
Meu longínquo divagar.
Nem se sonha nem se vive:
É uma infância sem fim.
Parece que se revive
Tão suave é viver assim
Nesse impossível jardim.

FERNANDO PESSOA, in NOVAS POESIAS INÉDITAS (Ática, 1973; 4ª ed. 1993)

domingo, 1 de abril de 2012

Os Azeitonas - Nos Desenhos animados (Nunca Acaba Mal) - Excerto DVD

Elis Regina - "Preciso Aprender A Ser Só"

Pai do neuromarketing demonstra em Portugal como o cérebro escolhe o que consome

2008-02-29

David Lewis
David Lewis
Entre fios ligados à cabeça e a empurrar um carrinho de compras pelo meio das prateleiras de um hipermercado, Isabel sujeita-se a uma experiência inédita que foi realizada em Portugal.

Aquilo que vai vendo e escolhendo para comprar é monitorizado através de uma pequena câmera escondida nos óculos escuros que usa e as reacções do seu cérebro a tudo o que vê, ouve ou sente vão sendo registados por um receptor escondido na sua mala de mão.
Trata-se de uma experiência de neuromarketing, realizada quinta-feira no Porto com o objectivo de mostrar aos jornalistas como o neuropsicólogo David Lewis analisa as reacções do cérebro da voluntária Isabel enquanto esta faz compras num hipermercado. 
"Vamos ver o que ela gosta e o que não gosta", explica David Lewis, adiantando que "as pessoas não conseguem simplesmente verbalizar essas emoções porque estão no seu subconsciente". 
A parte consciente do cérebro - a que consegue verbalizar as emoções - só concebe 11 pensamentos por segundo, acrescenta o cientista, e fazer compras implica "milhões de pensamentos e informações fornecidos pelos sentidos ao cérebro". Por enquanto, a experiência de neuromarketing que David Lewis veio a Portugal realizar não passa de uma demonstração mas, segundo o neuropsicólogo inglês, o processo "é provavelmente a maior revolução na pesquisa de marketing". 
Para Isabel, a voluntária que vestiu a touca e enviou os seus dados cerebrais para o computador, a experiência foi "fácil", apesar de se ter sentido "muito pressionada". "Tentei comprar as coisas que normalmente compraria, mas senti-me muito pressionada com as pessoas a olharem para mim [no hipermercado] e os jornalistas a seguirem-me", diz.
Ida às compras pouco normal
Davis Lewis admite que a experiência não é “como uma ida normal às compras”, mas assegura que “as pessoas rapidamente se esquecem que estão a ser observadas”, até porque “a maior parte das pessoas nem olha para as outras quando está a fazer compras porque está muito concentrada”.
Depois de 25 minutos a escolher produtos consoante os seus gostos, Isabel tem de esperar 3 a 4 horas pelos resultados. É o tempo que David Lewis e o seu assistente levam a analisar os dados. “Os eléctrodos colocados no escalpe transmitiram muita informação para o computador. Temos de retirar o que é provocado pelo movimento do corpo e depois analisar”, explica.

O que se vê são linhas quase em ziguezague cerrado que compõem um desenho idêntico a um electroencefalograma, mas o que será possível depreender são os gostos e reacções de Isabel perante as marcas, produtos e até preços que viu. Os resultados, apresentados ontem na Exponor, no Porto, mostram que o que a Isabel mais gostou de comprar foram sementes de flores e produtos com embalagens de cor amarela, sendo que o que menos gostou foi de deparar-se outros carrinhos de compras no seu trajecto no hipermercado.
Produções de 30 segundos

Correntemente, David Lewis não utiliza os produtos expostos no supermercado para as suas experiências, preferindo recorrer a anúncios publicitários. Estas "produções de 30 segundos", como lhes chama, são"suficientemente longas para contar uma história e suficientemente breves para não produzirem uma quantidade de dados com que seja impossível lidar", explica, garantindo que o processo é "suficientemente consistente, válido e confiável para servir de instrumento ao estudo do cérebro". 
O processo pode ser realizado através de dois tipos de tecnologia: ou por imagens de ressonância magnética ou por uma técnica idêntica a um electroencefalograma que, segundo o neuropsicólogo, será a que "irá emergir como vencedora na concretização dos objectivos do neuromarketing". 
Segundo defende, a utilização de imagens do cérebro - o computador mostra cores mais quentes como o laranja e o vermelho nas regiões do cérebro com maior actividade, enquanto os azuis e brancos indicam uma reacção menor - pode ajudar a revelar informação que os consumidores não são capazes de articular ou que os investigadores são incapazes de obter sem interromper precisamente o processo que querem estudar.

"Utilizar imagens do cérebro não é uma panaceia da pesquisa de mercado nem vai revelar o Santo Graal do mercado de investigação, ou seja, um 'botão de compra' no cérebro que seja só apertar para compelir as pessoas a comprar os produtos quer gostem quer não", avisa David Lewis. Mais realisticamente, acrescenta,"o neuromarketing oferece a possibilidade de usar tecnologias médicas em novas e desafiantes áreas de pesquisa".
Pesquisa que será, dentro de poucos anos, requisitada por todos os sectores de produção que queiram conhecer os gostos e reacções dos seus clientes e consumidores, diz, lembrando que as compras compulsivas chegam a representar 60 a 80 por cento das vendas das grandes superfícies.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25327&op=all