CONSULTORA DE RH – CAPITAL HUMANO

FORMADORA DE COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

BUSINESS E LIFE COACH

“Ajudo as pessoas a colorir pensamentos”

Identifico-me como uma pessoa dinâmica, criativa, fascinada pelo comportamento humano, apaixonada pela vida, pela procura da felicidade, bem-estar e realização pessoal e profissional.

Com uma visão aberta e criativa identifico, avalio e desenvolvo o talento e as competências individuais, de equipa e das organizações, para que se tornem mais conscientes,eficientes e felizes, atingindo os resultados desejados e realizando-se plenamente na vida pessoal e profissional.

O meu propósito é facilitar mudanças positivas e duradouras.

‎"Se um dia tiver que escolher entre o Mundo e o Amor, lembre-se: Se escolher o Mundo ficará sem Amor, mas se você escolher o Amor, com ele conquistará o Mundo" - Albert Einstein

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

Os jovens têm muita falta de afeto

Estudo realizado pela psicóloga Cecília Loureiro em escolas do Norte, demonstra que os jovens "não estão sensibilizados para a violência de género".
"Mudanças com Arte" é o mais recente projeto da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), que tem como objetivo desmistificar as diferenças de género ainda existentes na sociedade.
Cecília Loureiro, psicóloga, é responsável por um estudo "em desenvolvimento" para o Mudanças com Arte, sobre comportamentos de violência no namoro. A consciencialização para a igualdade passa por várias etapas: "Em primeiro lugar, realizamos um inquérito, um pré-teste. Depois fazemos cerca de 15 sessões de estudo e sensibilização nas escolas, e, por fim, fazemos outro inquérito. Temos notado que a consciencialização para a violência é na ordem dos 15%. Já é muito bom!", diz a psicóloga ao JPN.
O que mais surpreendeu a investigadora foi o facto de os jovens "banalizarem e acharem normal comportamentos violentos, como o controlo da roupa que os parceiros usam e a falta de privacidade entre namorados". Prova disso é que "50% das jovens entrevistadas acham normal que o namorado as proíba de vestir certas roupas".
Resultados "surpreendentes" e "assustadores" O inquérito, feito a estudantes de escolas do Norte, revela outros resultados "surpreendentes". Humilhar verbalmente o parceiro não é violento "para 13% das raparigas e 25% dos rapazes", e "é assustador o número de jovens que acham que dar uma bofetada não é assim tão mau", revela Cecília Loureiro.
Relativamente às razões pelas quais os jovens suportam namoros violentos, a psicóloga aponta "a dependência emocional, a falta de afetos". "Há jovens que preferem ter um namoro violento do que não ter nada. A desestruturação emocional está presente também nas crianças. Custa-me ver crianças e jovens carentes de um toque, um carinho, uma palavra amiga", refere.
A Associação de Mulheres contra a Violência (AMCV) luta pela igualdade de género desde 1993. Alberta Silva, membro da AMCV, diz ao JPN que "os padrões culturais permitem que a violência continue a existir". Para Alberta Silva, "o essencial é que os jovens tomem consciência dos seus direitos, pois ninguém pode privar ninguém de nada, mesmo entre namorados. Faz falta uma educação que apele à consciência individual". Sobre violência no namoro, a entrevistada é perentória: "A violência no namoro é diferente da violência doméstica. Para começar, os namorados não coabitam na mesma casa".
A educação dos jovens também dificulta a consciencialização, pois os namorados "aceitam desculpas que os privam de liberdade. Desculpas como se faço isto é porque gosto de ti, ou és minha e não de mais ninguém".
Para Alberta Silva, "não é só bater que é violência. Existe um tipo de violência, mais comum do que parece, mesmo entre namorados, que é a violência sexual. Obrigar alguém a manter relações ou práticas sexuais que não aceita não é uma prova de amor". A violência psicológica também faz vítimas. Hábitos como "humilhar o parceiro em público, proibir de ir a uma festa, e invadir as redes sociais e os telemóveis, privam a liberdade de cada um".

domingo, 12 de janeiro de 2014

Ligações cerebrais são diferentes entre mulheres e homens

Estudo analisou 949 crianças, adolescentes e jovens adultos. Redes cerebrais das mulheres facilitam a memória e as capacidades cognitivas sociais, enquanto nos homens ajudam no desempenho motor e na visualização espacial.
Cérebro maculino (em cima) com ligações a azul no mesmo hemisfério e cérebro feminino; e (em baixo) com ligações a laranja entre os dois hemisférios 
O cérebro das mulheres e dos homens é diferente, fazendo com que certas actividades sejam mais fáceis para eles, como o desempenho motor e a visualização espacial, e outras mais fáceis para elas, como a memória e as capacidades cognitivas sociais. A questão subjacente a esta diferença são as redes neuronais, o chamado conectoma humano, que desenvolveu de uma forma diferente nas mulheres e nos homens ao longo do crescimento, mostra um estudo publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
“As diferenças sexuais têm um interesse continuado a nível científico e social devido à sua proeminência no comportamento de humanos e de outras espécies”, lê-se no início do artigo da PNAS assinado por uma equipa de cientistas liderados por Ragini Verma, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. “As diferenças de comportamento poderão ser originadas devido a papéis complementares na reprodução e na estrutura social.”
Experiências passadas mostram que as mulheres têm tipicamente mais memória verbal e cognição social, enquanto os homens mostram uma maior capacidade motora, habilidades em actividades que necessitem de visualização tridimensional e uma maior propensão para a violência.
Já foram feitas análises sobre diferenças existentes entre os dois sexos na proporção de partes do cérebro. Mas a equipa de Ragini Verma preferiu olhar detalhadamente para as redes de neurónios, o já famoso conectoma humano. Este conectoma permite, pela primeira vez, determinar as auto-estradas nervosas existentes entre as regiões do cérebro.
Os investigadores analisaram o conectoma de 949 pessoas entre os oito e os 22 anos, de várias origens geográficas, divididas em 521 jovens do sexo feminino e 428 jovens do sexo masculino. Uma das técnicas que utilizaram é a ressonância magnética com tensor de difusão, que realça os caminhos das fibras nervosas entre as regiões do cérebro, graças ao movimento de água nas células.
Os resultados mostram que as mulheres têm mais ligações entre os dois hemisférios (esquerdo e direito) do cérebro, enquanto os homens têm mais ligações dentro de cada um dos hemisférios. Mas no cerebelo, uma região individualizada que fica na base posterior do cérebro, são os homens que apresentam mais ligações entre os dois hemisférios. A região do cerebelo está associada ao pensamento motor.
“Se olharmos para estudos funcionais, a parte esquerda do cérebro está mais associada ao pensamento lógico, e parte direita ao pensamento intuitivo. Por isso, se há actividade que envolva fazer ambas as coisas, parece que as mulheres estão sintonizadas para fazer melhor isso”, explica Ragini Verma, citada pelo jornal britânico The Guardian. “As mulheres são melhores no pensamento intuitivo. São melhores a lembrarem-se de coisas. Quando fala com as mulheres, elas estão mais envolvidas emocionalmente – vão ouvir mais.”
Em relação aos homens, o que está em alta é a desenvoltura motora. “Fiquei surpreendida [que os resultados] tenham correspondido muito aos estereótipos que julgamos ter nas nossas cabeças", diz a investigadora, acrescentando que se for a um restaurante com chefe de cozinha, a maioria deles são homens.
A equipa também quis compreender como se dava a evolução destes conectomas ao longo do crescimento de raparigas e rapazes em homens e mulheres. Por isso, observou separadamente o cérebro de três grupos etários: até aos 13 anos, dos 14 aos 17 e dos 18 aos 22 anos. A equipa descobriu que as diferenças entre raparigas e rapazes eram pequenas até aos 13 anos, mas depois aumentavam.
Ruben Gur, outro dos autores do artigo, e investigador da Universidade da Pensilvânia, defende, citado num comunicado, que os resultados também serão importantes para estudar as doenças neurológicas: “Os detalhes dos mapas cerebrais dos conectomas não só irão ajudar a compreender melhor as diferenças de como os homens e as mulheres pensam, mas também irão trazer uma maior compreensão nas raízes das doenças neurológicas, que muitas vezes estão associadas ao género.”

sábado, 2 de novembro de 2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

domingo, 11 de março de 2012

No que diz respeito à igualdade de género, Portugal, apesar de estar acima da média europeia, está bem atrás dos países europeus com melhor desempenho. Está inclusivamente longe da sua vizinha Espanha. Portugal encontra-se ao nível de igualdade de género praticado em países como Estónia, Letónia, Lituânia, Moldávia, Namíbia, Ruanda e, surpreendentemente, de França.
Tal classificação consta da publicação do Índice de Igualdade de Género (Gender Equity Index - GEI) de 2012, divulgado pelo movimento Social Watch que a Oikos – Cooperação e Desenvolvimento representa em Portugal, nas vésperas do Dia Internacional da Mulher, dia 8 de Março. 
 
O índice preparado anualmente pelo Social Watch mede o fosso existente entre mulheres e homens em três diferentes dimensões: (i) na educação, (ii) no empoderamento político e (iii) na participação económica. Este índice estabelece uma média das desigualdades nestas três dimensões entre mulheres e homens. Na educação, examina o fosso de género existente no número de matrículas no sistema de ensino em todos os níveis. Na dimensão da participação económica estima a proporção do fosso entre homens e mulheres no que diz respeito ao nível salarial e emprego; Na dimensão do empoderamento é medido o tamanho do fosso entre mulheres e homens na detenção de cargos altamente qualificados, de assentos parlamentares e de posições executivas de topo. 
 
O Social Watch mede o fosso entre mulheres e homens, mas não mede o seu bem-estar. Assim, um país em que os jovens do sexo masculino e do sexo feminino têm acesso em termos de igualdade ao ensino superior, recebe um valor de 100 neste indicador em particular. Do mesmo modo, um país em que ambos rapazes e raparigas são, em termos de igualdade, impedidos de concluir a educação primária, também recebe a classificação de 100. Isto não significa que a qualidade da educação em ambos os casos é a mesma. Apenas estabelece que, em ambos os casos, as raparigas não têm menos acesso à educação que os rapazes. 
 
Portugal, com um total de 77 pontos (na média aferida das três dimensões) encontra-se entre os países com a classificação de “Baixo” (LOW GEI), apesar de se encontrar acima da média europeia que é de 73 pontos. Contudo, Portugal está bem longe do desempenho de países como a Noruega (com 89 pontos), a Finlândia (com 88) e a Islândia (com 87 pontos). Encontra-se também abaixo de países como a Suécia, a Dinamarca, a Nova Zelândia, a Espanha, a Mongólia, todos acima dos 80 pontos, o que os coloca no nível “Médio” (MEDIUM GEI). 
 
João José Fernandes, Director Executivo da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, afirmou que “este Índice (GEI), demonstra que a igualdade de género não está necessariamente dependente da riqueza do país. Portugal, é mais rico do que o Ruanda e mais pobre do que a França, mas tem o mesmo grau de igualdade de género. Nas últimas décadas, o nosso país fez um progresso assinalável na escolarização e educação das mulheres. O desafio é agora o de desenvolver esforços para que um progresso semelhante seja alcançado na dimensão política e económica. Uma sociedade em crise – social, política e económica – precisa do apoio de todas e todos os seus cidadãos.” 
 
Os cinco níveis de classificação do índice são: Critico (CRITICAL), Muito baixo (VERY LOW), Baixo (LOW), Médio (MEDIUM) e Aceitável (ACCEPTABLE). Note-se que nenhum país no mundo atingiu 90 pontos ou mais na média final, significando que nenhum país atingiu um nível aceitável. 
 
A única dimensão em que Portugal atinge um valor aceitável é a dimensão da educação (99 pontos). Na dimensão da participação económica e na do empoderamento, o desempenho do país é menos louvável: 78 e 55 pontos (Baixo e Muito baixo) respectivamente. 
 
Os três países europeus com maior fosso de género são Malta (63), Albânia (55) e Turquia (45). 
 
De 168 países avaliados pelo GEI de 2012, os cinco que se encontram na pior situação global são a República Democrática do Congo (29), Niger (26), Chade (25), Iémen (24) e o Afeganistão (15). 
 
Os membros da Social Watch estão espalhados por todas as regiões do mundo. A rede luta pela erradicação da pobreza e das suas causas, pela eliminação de todas as formas de discriminação e racismo, luta para assegurar a distribuição equitativa da riqueza e pela realização dos Direitos Humanos. 
  
Para uma visão mais gráfica do ranking mundial do GEI clique aqui 
  
Para descrição detalhada sobre a metodologia e fontes clique aqui 
 
  
Para mais informações sobre Social Watch visite 
www.socialwatch.org
   
Fonte: Oikos

sexta-feira, 25 de março de 2011

IV Plano Nacional para a Igualdade, Género, Cidadania e Não Discriminação (2011-2013)





Nas Grandes Opções do Plano e no Programa do Governo, em matéria de igualdade de género, o XVIII Governo Constitucional propõe consolidar as medidas promotoras da igualdade de género já postas em prática, aprofundar a transversalidade da perspectiva de género nas políticas públicas e fortalecer os mecanismos e estruturas que promovam uma igualdade efectiva entre mulheres e homens.

Com o III Plano para a Igualdade – Cidadania e Género (2007-2010) procurou-se um reforço da política nacional no domínio da igualdade de género, dando cumprimento aos compromissos assumidos quer a nível nacional, quer a nível internacional, através da integração da dimensão de género nas diversas áreas de política e de acções específicas para a promoção da igualdade de género, incluindo acções positivas.

O IV Plano Nacional para a Igualdade, Género, Cidadania e Não Discriminação, 2011-2013, iniciativa da Presidência do Conselho de Ministros através da Secretaria de Estado da Igualdade, é o instrumento de políticas públicas de promoção da igualdade e enquadra-se nos compromissos assumidos por Portugal nas várias instâncias internacionais e europeias, com destaque para a Organização das Nações Unidas, o Conselho da Europa e a União Europeia.

Este Plano pretende afirmar a igualdade como factor de competitividade e desenvolvimento através de uma tripla abordagem: a) o reforço da transversalização da dimensão de género, como requisito de boa governação, de modo a garantir a sua integração em todos os domínios de actividade política e da realidade social; b) a conjugação desta estratégia com acções específicas, incluindo acções positivas, destinadas a ultrapassar as desigualdades que afectam as mulheres em particular; c) a introdução da perspectiva de género em todas as áreas de discriminação, prestando um olhar particular aos diferentes impactos desta junto dos homens e das mulheres.

O Plano prevê a adopção de um conjunto de 90 medidas estruturadas em torno de 14 Áreas Estratégicas: Integração da dimensão de género na Administração Pública, Central e Local, como requisito de boa governação; Independência Económica, Mercado de Trabalho e Organização da Vida Profissional, Familiar e Pessoal; Educação e Ensino Superior e Formação ao longo da vida; Saúde; Ambiente e Organização do Território; Investigação e Sociedade do Conhecimento; Desporto e Cultura; Media, Publicidade e Marketing; Violência de Género; Inclusão Social; Orientação Sexual e Identidade de Género; Juventude; Organizações da Sociedade Civil; Relações Internacionais e Cooperação.

ODM3 - Igualdade de género e empoderamento das mulheres