sexta-feira, 5 de julho de 2013
Paciencia - Lenine
Paciência
Lenine
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder ?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
A vida não para...
Mergulha nos Sonhos

mergulha nos sonhos
ou um lema pode ser teu aluimento
(as árvores são as suas raízes
e o vento é o vento)
confia no teu coração
se os mares se incendeiam
(e vive pelo amor
embora as estrelas para trás andem)
honra o passado
mas acolhe o futuro
(e esgota no bailado
deste casamento a tua morte)
não te importes com o mundo
com quem faz a paz e a guerra
(pois deus gosta de raparigas
e do amanhã e da terra)
E. E. Cummings
Bebés conseguem «ler» humor das outras crianças

Estudo norte-americano indica que bebés de cinco meses conseguem compreender as emoções vocalizadas por outras crianças.
Publicado a: 2013-07-04 15:52:00
As crianças são capazes de entender as emoções umas das outras aos cinco meses de idade, sugere um estudo publicado na revista Infancy, da International Society on Infant Studies (ISIS) .
«Como os recém-nascidos não são capazes de dizer aos seus pais se estão com fome ou cansados, então a primeira forma de comunicar é através de afeto ou emoção. Assim, não é de estranhar que, no início do desenvolvimento, as crianças aprendam a discriminar mudanças nos afetos», revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Ross Flom.
Aos seis meses de idade, os bebés são capazes de perceber as emoções dos familiares e, aos sete meses de idade, de perceber o estado emocional dos adultos.
Com o objetivo de avaliar a perceção das emoções das outras crianças, os investigadores da universidade deBrigham Young University, nos Estados Unidos da América, testaram a capacidade de um bebé emparelhar as vocalizações emocionais de outras crianças com uma expressão facial.
As crianças permaneceram sentadas em frente de dois monitores. Um dos monitores exibia um vídeo de um bebé e sorridente, enquanto o outro mostrava um vídeo de um bebé triste e carrancudo. «Verificámos que, aos cinco meses de idade, uma criança é capaz de emparelhar as vocalizações positivas e negativas com a expressão facial adequada», revelou o investigador. «Este é o primeiro estudo a mostrar uma capacidade de correspondência de uma criança tão pequena. As crianças estão expostas ao afeto através das vozes e rostos dos que lhes são, provavelmente, mais familiares, pois é desta forma que são capazes de transmitir ou comunicar emoções positivas e negativas», acrescentou.
De acordo com os autores do estudo, estes resultados vão ao encontro da noção de que os bebés são altamente sensíveis e são capazes de compreender algum nível de emoção. «Os bebés aprendem mais nos primeiros dois anos e meio de vida do que na sua vida inteira, o que mostra a importância de analisar como e o que é que os bebés aprendem e como isto os pode ajudar a aprender outras coisas», referiu Ross Flom.
Os investigadores estão já a programar novos estudos, no sentido de realizar testes semelhantes em bebés ainda mais novos, os quais irão ver e ouvir os seus próprios vídeos.
Maria João Pratt